[ existência líquida ]

Postado em Poesias em janeiro 25, 2010 por Gleice Couto

Lá fora, os sentimentos em forma de gotas persistem em cair.
Deslizam pelas caleiras, espalham-se por toda extensão…
Estrada molhada e de superfície lisa.
Aqui dentro, ímpeto crescente,
Laços de silêncio desfeitos,
Sem expectativa pelo minuto nunca completo,
Para apenas ser afetado plenamente:
Raiva e amor, angústia e alegria, lascívia e castidade –
Sem reservas.
Consciência integral e não-flagelada do que constitui a minha natureza.
Liberdade de ser em você
E você me fazer, ausente de medo, existência resvalante e líquida –
Não mais uma identidade restrita nos limites humanos.

—–

Chega de ´não-sentir´… Mesmo que não sejam sentimentos nobres.

[ i'm a criminal, call the police ]

Postado em Blablabla em setembro 29, 2009 por Gleice Couto

gleice diz:
*me deu branco, me ajuda!
*qual o nome daquele cantor q eu gosto que é meio japinha…q tem uma musica q fala…’call the police… nanananannaa… and move to mexico…. nanannanananana… i’m a criminal… nananna’ ou algo do tipo

(8)Marcos Ciccone (~) diz:
*James Morrison?
*ah tá..
*Justin Nozuka. eu adoro ele também.

gleice diz:
*issooooooooooooooo

(8)Marcos Ciccone (~) diz:
*rindo muito aqui contigo
*i’m a criminal… nananna’ ou algo do tipo ejjeejejejejejjejej kkkkkkkkkkkkkkk

[ só que na verdade, eu misturei a música 'call the police' do james morrison, com a 'criminal' do justin nozuka. só o marcos pra consegui decifrar o que eu quero, mesmo quando nem eu sei. ]

[ fora do prazo de validade ]

Postado em Blablabla em setembro 5, 2009 por Gleice Couto

Poucas pessoas realmente valem à pena.

Mas não importa. =o)

[ bang! bang! ]

Postado em Prosa em agosto 10, 2009 por Gleice Couto

“Ops!”
Acho que te acertei. Foi sem querer. Talvez. A palma da mão está suada, meus finos e longos dedos escorregaram e…
“Bang!”
O corpo pesado encontra o chão em câmera lenta, quase estrategicamente. A poeira sobe dançando com o movimento repentino.
“Atchim!”
Minha mente se antecipa e já imagina a linha amarela fazendo o seu contorno, com fitas zebradas interditando o local. Um pano preto te cobria, policiais reviravam as gavetas e cômodos. Em um canto, eu me via feliz. Algemada.
Balanço a cabeça e páro de idealizar o futuro do pretérito, pois o presente diante de mim era outro. Enquanto o sangue grosso e quente escorre pelo carpete também vermelho, o reflexo no espelho me encara e sorri. Retribuo.
Você foi atingido por uma garota má.
Sem cuidado, ajoelho-me e procuro a pulsação. Acompanho, por uma volta completa, o ponteiro dos segundos do relógio. Não tinha o que contar.
Levanto-me cambaleando e…
“Tick! Tick!”
O gatilho trava. Droga!
“Tick! Tick!”
De novo. Ugh!
“Bang! Bang!”
Fragmentos do espelho espalham-se como gotas de chuva borrando o sorriso.

[ merecimento ]

Postado em Blablabla, Diálogos, Minha vida é uma novela em julho 30, 2009 por Gleice Couto

- Vai tudo dar certo, Glei. Tenho certeza. Cara, você merece!
- Como você sabe?
- O que? Que tudo vai der certo? Porque é óbvio! Não percebe que—
- Não, não é isso. – interrompo – Como você sabe que eu mereço?

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Por que eu sempre faço essas perguntas complexas? rs