Palavras soltas…
Jogadas ao vento.
Pensamentos insanos…
Escritos à lucidez.
Sonhos distantes…
Pertos da realidade.
Gestos singelos,
Reflexos diversos.
Sentimentos constantes,
Inconstante poesia.
Loucura?
Apenas fantasia.
Arquivo para Novembro, 2007
[ um lugar para se esconder ]
Postado em Poesias em Novembro 30, 2007 por Gleice Couto[ linha limite ]
Postado em Poesias em Novembro 24, 2007 por Gleice CoutoTire o seu prazer da minha dor –
É tudo o que você sabe fazer.
Suas ilusões de atitudes sem nexo,
A coesão sem preço,
Deslizando nas curvas da estrada mestra –
Restos do meu completo desapego.
Liberte o seu prazer do meu sofrimento –
A vingança não é tão doce.
Sombria nas extremidades, púrpura no centro,
A sobrevivência sem ar,
Respirando a poeira que irrita meus olhos –
Vestígios da sua opinião irregular.
Inflija o seu prazer da minha compaixão –
Se complete com o pouco que precisa.
Viva em vão, morra em causa inconsistente,
A desilusão sem frustração,
Fluindo nas palavras que ditam a sua identidade –
O que sobrou da minha isenta agressão.
[ recortes ]
Postado em Poesias em Novembro 19, 2007 por Gleice CoutoApenas me dê tesoura e cola
Preciso tirar os excessos de expressões
E pô-los em seqüência lógica
Linear, contínua
Linha imaginária da zona de conflito
Ao redor do espaço
Lado elevado ao quadrado
Sua área total milimetrada
Obstruída pelos seus conflitos subversivos
E pelos meus recortes de facetas maculadas
[ não-alguém original ]
Postado em Prosa em Novembro 17, 2007 por Gleice Couto- Quero ser alguém.
- Mas você já é alguém.
- Não, não sou.
- Por que diz isso?
- Porque me dizem isso.
- Quem?
- As pessoas.
- Repito: quem?
- As pessoas que são alguém.
- E elas são como?
- Alguém.
- Como você.
- Não, como elas.
- E você quer ser alguém como elas?
- Exato.
- Mesmo sendo você.
- Isso.
- Então você é um não-alguém que quer ser alguém como elas.
- Mais ou menos isso.
- A meu ver, parece ser melhor um não-alguém original do que uma cópia de um alguém.
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Se achas bom ser importante, um dia descobrirás que é mais importante ser bom.
(R. Scheneider)
[ vogais e consoantes ao vento ]
Postado em Poesias em Novembro 9, 2007 por Gleice CoutoQuando penso que o seu rosto se esvaeceu,
Eis que o vejo mais nítido, como sempre foi.
Na verdade, ele sempre esteve alí.
Quando penso que dei um passo à frente,
Eis que percebo que voltei ao ponto de partida,
Provavelmente o lugar de onde nunca saí.
E, nessas linhas mal escritas,
O que sinto se transforma em palavras,
As palavras se disfarçam de verdades,
Tornam-se gastas,
Apagadas com o tempo,
Esquecidas –
Apenas combinações de vogais e consoantes ao vento.
Tudo faz parte do que não devo ser,
É o que não posso ter,
Ou supostamente ler.
Quem dirá escrever!
Rimas que não faço para harmonizar,
Apenas expressar o que aqui está.
Está onde?
Coração?
Mente?
Horizonte!
Olha! Outra rima!
Dessa vez calculada,
Mas nem por isso culpada.
Simetria inexata de uma sensatez absolvida
Ou definição exata de uma imaginação incriminada?