Portanto, me fecho.
Quietinha, em meu casulo de um quarto –
Com vista para quinquilharias extravagantes
E garagem para único escape.
Rota fictícia a leste! –
É o caminho que pego.
Mapa rodoviário das contrariedades,
Atitudes negativas mediante circunstâncias positivas.
Mas onde eu estava mesmo?
Ah, sim!
Apenas a esmo.
Estrada perdida e depois, mar disperso.
Velas içadas, prontas pra ir…
Vir… Até mesmo partir.
Dependendo apenas do vento –
Meu único acompanhante,
Co-autor deste último e solitário verso…
Sobre minha vida e obra –
A primeira, personagem coadjuvante.
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“Depois tudo é cansaço neste mundo subjectivado,
Tudo é esforço neste mundo onde se querem coisas,
Tudo é mentira neste mundo onde se pensam coisas,
Tudo é outra coisa neste mundo onde tudo se sente.”
[ Fernando Pessoa ]